★ Hora!

terça-feira, 29 de abril de 2008

Pessoas sem tribo. Elas têm um estilo?

É comum vermos hoje pessoas que não seguem um estilo de moda, e também não tem um ideal de pensamento. Essas, possuem características de várias tribos, e não tem preconceito com nenhum tipo de estilo. Digamos que o estilo de uma pessoa desse tipo é o estilo próprio.

Há tempos atrás muitos jovens diziam não seguir nenhum ideal, eram chamados de “sem tribos”. Reformulando esse título hoje seria mais lógico chamá-los de “tribo de todas as tribos”. Por quê? Simples! Uma pessoa que se diz sem tribo, usa todas as cores de roupas e tipos de acessórios, ouve músicas de todos os tipos, e concorda com vários ideais. Sem querer essas pessoas estão unindo patricinhas, rapers, pops, nerds e várias outras tribos em um estilo só. Isso é maravilhoso, pois acaba fazendo com que o preconceito fique de lado, afinal, não existem oposição á nada.

Segundo alguns jovens, de vez em quando, isso os faz sentirem perdidos no meio da multidão. Já outras vezes, livre. “´Somos parte` ou ‘estamos parte’ de grupos? Será que essa é uma sensação contemporânea coletiva?” É o que se pergunta Thales Sabino, editor-chefe do site finíssimo (http://www.finissimo.com.br). Na opinião do Sua Tribo, não ter uma tribo definida é ser parte de todas as tribos.

De certo modo é comum as pessoas mesclarem características de vários grupos distintos, levando em conta que hoje em dia o acesso a informação e o contato com várias pessoas pelo mundo, através da Internet, possibilita todo esse intercâmbio “cultural”. Isso não quer dizer que as tribos estejam desaparecendo, mas sim, que elas estão interagindo.

E que continue assim, afinal, a tribo dos sem tribos é a tribo da liberdade!


São comuns nos colégios, hoje, adolescentes que se definem "sem tribo". Como os da foto, repare que nenhum tem um estilo definido.

domingo, 27 de abril de 2008



MANIFESTO!

Por um mundo melhor...

Estilos, comportamentos, modos de pensar. Hoje em dia a sociedade não só se divide em classes sociais, mas também em tribos. Essas, são grupos de pessoas que se unem por um mesmo ideal. Com esses grupos elas adquirem um verdadeiro estilo de vida, modificando suas roupas, vocabulário e hábitos. E então surgem patricinhas, roqueiros, emos, nerds e várias outras tribos. O problema é que para quem está de fora elas são no mínimo exóticas. E para outras são tão diferentes que geram incômodo, e assim, preconceito. O preconceito é tamanho que faz com que as pessoas cometam atitudes exageradas que partem de agressões verbais até a violência física. O que o mundo não entende é que as tribos não são apenas o que vestem e falam, mas sim o modo de pensar. E tenha certeza de que todos esses pensamentos são em busca de um mundo melhor. Por exemplo, os hippies querem paz e amor, os roqueiros desejam liberdade de expressão, e os grunges querem acabar com a obsessão por aparência. Não existe porque maltratar uma pessoa que quer o bem do mundo, isto é falta de inteligência! Precisamos usar o preconceito contra as pessoas que só querem brigar e trazer coisas ruins, afinal, o que importa não é a aparência, e sim a ideologia. E afinal, violência não é uma tribo!

sábado, 26 de abril de 2008

ENTREVISTA!

Quando o assunto foi entrevista uma dúvida desceu sobre o grupo, afinal, quem entrevistar? Teríamos que pensar bem sobre o assunto, pois seria injustiça entrevistar uma tribo e deixar outra de lado. Então veio a idéia, quem melhor que uma psicóloga de colégio para falar sobre jovens?

Há anos trabalhando com crianças e adolescentes, Cristina Miranda, psicóloga do ensino fundamental do Colégio Atual Piedade, tem experiência com atitudes, estilos e brigas por causa de gostos. Veja a entrevista!

SuaTribo: Você acha que hoje em dia ainda existem muitas tribos? Quais você acha que sumiram e quais se destacaram?

Cristina Miranda: Sim, claro. A sociedade muda, mas as tribos não. Sempre será necessário algo que caracterize os jovens. Antes nem eram chamadas de tribos, mas sim de grupos. Eram grupos de amigos que tinham um mesmo gosto e se uniram cada vez mais formando o que conhecemos, e se mantém, hoje. / Uma das tribos que sumiu foi a do movimento estudantil. Era uma tribo muito importante pois tinha como ideal lutar por direitos. Mas infelizmente ela foi sumindo, porque a sociedade foi mudando e as pessoas se tornaram cada vez mais ocupadas, porém ela está voltando, o que é muito bom./ Todas se destacaram de alguma forma.

ST: Você concorda que um jovem sem tribo é um jovem sem identidade?

CM: Mesmo que um jovem não seja de uma tribo propriamente dita, querendo ou não ele tem uma escolha. Essa escolha determina o estilo de roupa que ele veste, e suas preferências. O que caracteriza um jovem é o fato de ele se diferir dos adultos, de não ser como um. Isso em si já é identidade.

ST: O que se passa na cabeça de um adolescente que agride o outro por ser diferente?

CM: Primeiramente ele precisa de ajuda. O que se reflete num jovem desse tipo é o egoísmo. Ele desconta a raiva dele em força ou segue a rotina do mundo violento, pois tudo hoje apela para a violência. O que acontece é que se criou uma tribo dentro de todas as tribos, que é a da “não aceitação dos outros”. Isso é muito perigoso. Sem falar que parece que é moda ser mala, agredir virou uma coisa normal, enfim. É todo um processo que começa com agressões verbais.

ST: Por que ocorrem conflitos e preconceitos entre as tribos?

CM: Isso vem de um longo processo de falta de maturidade. No começo, todos eram iguais, mas com o passar do tempo foi surgindo a idéia do “quero ser melhor” e então começou a se maltratar o próximo. A falta do apoio familiar influência muito nisso. É simples, uma pessoa que não tem boa informação e educação em casa vai buscá-la nos amigos. E assim se seguem as idéias erradas.

ST: O que pode se fazer para diminuir o preconceito?

CM: A família é a base de tudo. Se todas as famílias pararem pra conversar com seus adolescentes sobre a importância do respeito ao próximo, tudo seria muito mais fácil.

★ Créditos

O Sua Tribo agradece á todos aqueles que colaboraram com a criação do blog!

• Bruna Leto - imagem
• Rodolfo Santiago - professor